quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cinco Requisitos para um Bom Professor


Olá, classe! Prestem atenção porque hoje vou falar de um assunto… muito importante!
Há muitos anos, lá nos nossos tempos de moleque, fomos introduzidos à escola. Chegávamos cedo, assistíamos a um adulto falando, fazíamos alguns trabalhos, brincávamos no recreio… ah, como era simples a vida! Ainda assim, muitas das crianças nunca gostaram de ter aulas. Tirando um caso mais nerd ou outro, o jovem aluno não costuma ver nenhuma utilidade naquilo, se é que consegue entender o que se trata.
Eis que às vezes aparece um “tio”/”tia” muito legal e que explica tudo direitinho. Aí você até suporta bem ficar escutando o que ele/ela diz. Se todos tivessem aquele talento, talvez a terrível matemática não fosse tão terrível assim – essa disciplina não para revisões em nenhum dos anos; um professor ruim no meio do caminho pode deixar uma deficiência para sempre. E, quem sabe, os formandos das faculdades até sairiam melhores profissionais, com uma ideia muito mais certa da sua área de interesse.
E valendo um milhão de reais: o que faz um professor ser bom? Pois é, eu andei refletindo bastante sobre o tema, durante um bom tempo (o post acabou saindo até um pouco maior dessa vez, perdão). Cheguei a algumas conclusões e queria compartilhá-las com vocês, leitores. Vamos lá.

1. Didática: eu diria que mais necessário do que saber tudo é saber explicar. É como no cinema e nos livros: uma má história bem contada costuma ser melhor do que uma boa história mal contada. Isso parece ser ignorado por muitas escolas e universidades, que acabam contratando os experts ao invés dos didáticos. Eu fico muito irritado: afinal, a missão principal de um professor é ensinar, e não apenas ter conhecimento! Daí vem a questão: qual a melhor forma de palestrar para os alunos aprenderem o máximo possível?
Uma parte da resposta é óbvia: saber falar em público e planejar bem a aula. Afinal, uma voz baixinha e… beeem… leeenta… às 7h da matina é de matar. E aquele professor que se perde no próprio discurso… ah, não dá! Sem falar nos que ficam apenas lendo os slides. Enfim, não é qualquer um que sabe dar boas aulas. Os que não tem talento nato deveriam vencer a preguiça e praticar bastante, sempre prestando atenção na avaliação de professores feita pelo alunos. Caso contrário, a internet vai acabar desempenhando um papel muito melhor para o ensino.
A outra parte da resposta já foi até comprovada por estudos: o ser-humano memoriza muito melhor aquilo que lhe parece interessante. Logo, “basta” tentar deixar a matéria o mais interessante possível. Aí entra o item a seguir.

2. Conteúdo das Disciplinas: o conhecimento adquirido pela humanidade, ao longo de seus dez mil anos, é imenso! Não tem como os alunos aprenderem tudo sobre um assunto em apenas seis meses ou um ano. Logo, cabe ao professor (e aos diretores pedagógicos também) escolher o que vale a pena ser ensinado e o que deve ser deixado de lado. Por exemplo, uma disciplina de matemática para alunos de engenharia tem que fornecer exercícios do campo de engenharia, sem perder tanto tempo com demonstrações e formalidades – isso é coisa de aluno de matemática. Assim, haverá uma utilidade clara, despertando muito mais a atenção dos ouvintes.
Devo falar aqui também sobre o material de aula. No caso de matérias científicas, alguns estudantes aprendem melhor copiando do quadro negro, enquanto outros assimilam melhor apenas prestando atenção – faço parte do segundo grupo. Por isso, o professor deve tentar atender aos dois perfis: ele escreve no quadro, mas segue algum tipo de material (livro, apostila, etc). Da mesma forma, exercícios e/ou provas antigas também devem ser fornecidas para o estudo fora da sala.

3. Avaliação: após garantir que o conteúdo está sendo bem transmitido, temos que verificar como está sua recepção. O método mais comum para isso são as provas escritas individuais. Neste momento, o professor tem que tomar bastante cuidado: as questões não devem ser trabalhosas demais, o nível de dificuldade tem que ser gradual e, se possível, o raciocínio deve ser mais necessário do que a velha “decoreba”.
Provas trazem mais garantia de que o aluno não passará sem ter entendido. Infelizmente, não é a abordagem perfeita: alguns assuntos são melhor avaliados em exercícios mais longos, sem falar que certos alunos sofrem muito com a pressão de fazer um teste em tão pouco tempo. Portanto, listas de exercícios ou projetos para casa podem ser usados como parte da nota. Se o trabalho for em grupo, a experiência me ensinou que duas ou três pessoas bastam – mais que isso costuma gerar “pesos mortos” que não ajudam em nada.
Por fim, pequenas tarefas valendo pontos extras podem estimular bastante o aprendizado. Aluno adora um ponto extra, é impressionante!

4. Conhecimento: agora sim, vem a importância do conhecimento. Saber bastante sobre um assunto facilita tirar dúvidas dos alunos, além de ajudar na formulação das aulas. Curiosamente, um professor sempre acaba aprendendo mais sobre a disciplina quando dá aulas, então nem acho muito fundamental ele ser um especialista no assunto a princípio.
Para os professores que são empurrados para uma matéria que não conhecem direito, um conselho: estudem e se preparem com antecedência. Muita antecedência.

5. Regras: um último ponto importante é ser claro e consistente na avaliação. Grande parte dos alunos vai fazer apenas o esforço necessário para ser aprovado, sem se preocupar com notas altas. Logo, se o professor for conhecido por não reprovar ninguém, seus estudantes não se dedicarão à disciplina. Além disso, os que se esforçaram poderão se sentir injustiçados. Digo isso porque é muito comum as “matemágicas” aparecerem no meio do semestre, aumentando as pontuações do nada e ignorando toda a regra estabelecida no começo.
Ao invés de querer consertar uma grande reprovação, o professor deve se preocupar antes em ensinar e avaliar corretamente. Claro que, se ele estiver estreando numa determinada matéria, é normal pegar um pouco pesado demais na primeira vez e precisar fazer uns ajustes de última hora. Da mesma forma, um aluno esforçado pode ter tido certas dificuldades e merecer alguns décimos para passar. Cada caso é um caso, e cabe ao mestre ter bom senso.
Observação: ter regras não significa ter um professor chato. Um relacionamento amigável entre as duas partes traz mais confiança, desde que eles saibam que existem normas a cumprir. E interagir com os alunos durante a aula, incentivando-os  a participar sem cobrança de nota, pode ser um grande diferencial.
O assunto “educação” é bem mais complexo do que tudo o que foi dito aqui. Muitos defendem que o sistema de ensino deveria incluir noções básicas de cidadania e conceitos mais práticos ao dia-a-dia. Porém, seja qual for o sistema, bons professores são necessários, e foi esse o discurso do post de hoje.
 
Fonte: http://cincosincopes.wordpress.com/2010/07/29/cinco-requisitos-para-um-bom-professor/

3 comentários:

  1. Adorei o texto, sou professora de matemática e tento diversificar, sou do tipo de professor que não ver problema em copiar uma metodologia que deu certo na sala do colega,sempre procuro algo novo para meus alunos e mais que isso eu sou daquelas pessoas que acreditam na educação e sou irremediavelmente apaixonada pela matemática.

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    1. sou aluno, curso o ensino médio, e eu amo matematica!
      ja estou sendo até chamado de 'PITÁGORAS' uffa, que peso estou sentindo pela comparação.
      ja estou planejando ser professor de matematica faz tempo.

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  2. Fico feliz em saber que existem pessoas que adoram a matemática feito vc... Meu intuito c esse blog é justamente incentivar o gosto ainda mais pela matemática. Um abraço e sucesso.

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